segunda-feira, 12 de julho de 2010
Erykah Badu e Lauryn Hill no Brasil
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Mano Brown e Jorge Ben no Fantástico
A principal questão não é estar ou não nas grandes empresas de comunicação. A questão é como seremos tratados pelos meios de comunicação e nossa independência em relação à eles. A grande vitória do posicionamento crítico do Mano Brown foi o respeito e a crítica. Primeiro, porque ao fazer a crítica, Brown abriu os olhos de muitos (como eu...) para a manipulação dos grandes meios de comunicação, todos tendenciosos. É um segmento que funciona por concessão pública, mas não dá nenhum tipo de satisfação à sociedade, e toda vez que alguém toca no assunto "regulamentação", ouvem-se gritos contra a censura, vindos inclusive de Redes conhecidas por seu apoio à Ditadura no passado. É um campo dominado por meia dúzia de famílias que controlaram completamente a circulação da informação no país até recentemente, antes da abertura forçada de espaços promovida pela internet. Se o MV Bill é assediado pela Rede Globo e pode negociar com ela de forma digna é porque o Racionais Mc's botou o Sr. Roberto Marinho no lugar dele, lá atrás (com relação ao Rap, é claro...). É por isso que não fizeram do Rap paulista o que fizeram e fazem do Funk carioca.sexta-feira, 26 de junho de 2009
Luto: Morre Michael Jackson

Rock With You
Dançar Com Você
Girl, close your eyes...
Garota feche os os olhos
Let that rhythm get into you
deixe o ritmo invadi-lá
Don't try to fight it
não tente lutar contra ele
There ain't nothing that you can do
ainda falta muito tempo,
Relax your mind
relaxe a mente
Lay back and groove with mine
liberte-se e dance comigo
You gotta feel that heat
você tem que sentir o calor
And we can ride the boogie
para que possamos dançar
Share that beat of love
e compartilhar o ritmo do amor...
Ao lado de Quincy Jones, seu genial parceiro
I wanna rock with you (all night)
Quero dançar com você (a noite toda)
Dance you into day (sunlight)
Dançar até o dia (clarear)
I wanna rock with you (all night)
Quero dançar com você (all night)
I'm gonna rock the night away
eu vou balançar a noite toda
Out on the floor
Na pista de dança
There ain't nobody there but us
só estamos só nós 2
Girl when you dance
garota quando você dança
There's a magic that must be love
é um magia que só pode ser amor
Just take it slow
vá com calma
Cause we got so far to go
porque ainda falta muito tempo
When you feel that heat
você tem que sentir o calor
And we can ride the boogie
para que possamos dançar
Share that beat of love
e compartilhar o ritmo do amor...
I wanna rock with you (all night)
Quero dançar com você (a noite toda)
Dance you into day (sunlight)
dançar até o dia (clarear)
I wanna rock with you (all night)
Quero dançar com você (all night)
I'm gonna rock the night away
eu vou balançar a noite toda
And when the groove is dead and gone (yeah)
e quando a música estiver acabando
You know that love survives
você sabe que o amor sobrevive
So we can rock forever, on
para que possamos dançar pra sempre,

I wanna rock with you!
Eu quero balançar com você!
I wanna groove with you!
Eu quero dançar com você!
I wanna rock with you!
Eu quero balançar com você!
I wanna groove with you!
Eu quero dançar com você!
I wanna rock (all night) with you, girl (sunlight)
Eu quero balançar (a noite toda) com você, garota (clarear)
Rock with you, rock with you, (yeah) (all night)
Balançar com você, balançar com você, (yeah) (a noite toda)
Dance the night away
Dançar a noite inteira
I wanna rock with you (yeah) (all night)
Quero dançar com você (a noite toda)
Rock you into day (sunlight)
dançar até o dia (clarear)
I wanna rock with you (all night)
Quero dançar com você (all night)
Rock the night away
balançar a noite toda
Feel the heat, feel the heat
sinta o calor, sinta o ritmo,
Rock you into day (sunlight)
dançar até o dia clarear.
I wanna rock
Eu quero balançar
Rock the night away
Balançar a noite inteira

quarta-feira, 3 de junho de 2009
Filme sobre Tim Maia!


Recentemente escrevi um post sobre os 10 anos sem Tim Maia e a homenagem feita por Racionais Mc's e a Banda Black Rio (clique aqui).
A biografia de Tim é um calhamaço de 400 páginas que é super fácil e rápido de ler, de tão surpreendente. Lá estão todas as histórias que todos nós queremos saber e um pouco mais ainda. Mas, ao mesmo tempo em que o livro garante boas risadas, ele é comovente e triste também, pois sabemos que o Tim, caso tivesse se cuidado um pouco mais, poderia estar entre nós até os dias de hoje... Valerá a pena aguardar pelo filme!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Tok Tok Tok: Soul de primeira!
Como estive em greve nos últimos dias, acabei por não postar nada neste fim de semana e estive em greve do Blog também, mesmo sem querer... De quelquer forma, vai aí uma boa dica, meio atrasada, do que andei ouvindo neste fim de semana, nos momentos em que isto me foi possível...
É muito raro um novo álbum, de qualquer estilo de música que seja, me fazer deixar de ouvir rap, ainda que por um momento que seja. Nem me lembro quando foi a última vez. Este aqui conseguiu tal proeza... E mais: dificilmente eu ouço pacientemente um álbum do começo ao fim, sem pular nenhuma faixa, ainda mais na era do MP3. Pois é, nem precisaria dizer mais nada sobre “From Soul to Soul”, da banda Tok Tok Tok, de origem alemã (isto mesmo, acredite...). Na verdade, a cantora radicada na Alemanha Tokunbo Akinro, nasceu na Nigéria. Além de cantar, ela compõe as letras da dupla. Morten Klein, o segundo integrante, é saxofonista e violonista.

No álbum, quase todas as faixas são dedicadas a músicos clássicos. Existem faixas dedicadas a Norah Jones, Isaak Heyes, Stevie Wonder, James Brown, Ericah Badu, Ray Charles, e por aí vai... As dedicatórias são meio que pistas do que vem pela frente em cada faixa. São coisas novas, mas que deixam uma (boa) sensação falsa de “já ouvi isto antes”. De certa forma, é um passeio pela black music muito rico e sofisticado. Parece bastante com o que a cena “neo soul” vem produzindo...

O vocal de Tokunbo Akinro lembra ora Macy Gray (na opinião de minha esposa), ora Corinne Bailey Ray (na minha), ou uma mistura mais precisamente, quem sabe... Gostei muito de Get Away (homenagem a altura a Isaak Heyes) e Drowning in Love, que homenageia Earth, Wind and Fire, mas remete também a Jamiroquai. The Only One (To Stevie Wonder) e Don't Mess Around With Philis Jones (To Tower Of Power) seguram a qualidade no mesmo padrão. Isto na primeira audição, é claro…
Existe um álbum mais recente na praça, chamado “She and He”, que ao que me parece é mais romântico. Este eu não ouvi. Esta dupla esteve no Brasil estes dias atrás e eu nem fiquei sabendo... Devo “andar meio desligado”...
sexta-feira, 6 de março de 2009
O Bom e Velho Too $hort
Too $hort influenciou gerações de rapper's no mundo todo, desde Gangsta's, passando por MC's Old School, até representantes da Dyrth South music. Ele viveu "Lew-Loc" nos cinemas, no filme "Menace II Society" (Perigo para a Sociedade). Foi ele o pioneiro a usar a expressão "Bitch" (pronuncia-se Biatch!) e a imortalizá-la. O termo ganhou as ruas e virou uma gíria usada nos Estados Unidos inteiro (é comum no cinema atualmente) e se popularizou nas músicas de Snoop Dogg, influenciadas por $hort. É impossível alguém ter curtido os bailes black's dos anos 80 e 90 e não ter dançado ao som de "Life Is... Too Short" (veja o clipe aqui) ou mesmo o clássico "I Ain't Trippin'" (não deixe de ver o clipe aqui!), manjadíssima...
xterça-feira, 12 de agosto de 2008
Morre Isaac Hayes

Aos 65 anos, o cantor foi encontrado inconsciente pela sua esposa, próximo a uma esteira ergométrica. Os paramédicos não conseguiram evitar o pior no caminho para o hospital. Ainda atônitos com a morte repentina e absurda de duas importantes figuras do rap de Campinas (Alex F, do Sistema Negro, e o parceiro Careca, o Killaman), eis que somos surpreendidos com mais uma baixa em nossas fileiras. Será o fim de uma era?

Hayes fez sucesso na gravadora Stax, que seguia a mesma linha da Motown e disputava espaço com ela na época, com o álbum "Hot Buttered Soul", o disco épico em que ele exibe sua clássica careca na capa. São 4 faixas apenas, de longa duração, onde ele "(sic) se preocupa mais com a arte em si do que com as vendas", segundo suas próprias palavras. E vendeu mais de 1 milhão de cópias, ironicamente, contrariando toda a lógica do mercado fonográfico.
O cantor conheceu a consagração definitiva ao ganhar um Oscar com a música do filme Shaft - "Theme from Shaft", de Gordon Parks. Ele foi o primeiro músico negro a alcançar tal feito. Sua performance na cerimônia do Oscar, pilotando um piano flutuante e vestindo uma espécie de camiseta feita de correntes, causou tanto impacto quanto a música. Com a mesma música, aliás, ele ganhou também um Grammy. Já os entendidos de soul music, entre eles muitos rapper's, preferem "Walk on By". Os climas de suas composições são inconfundíveis, entre guitarras wah-wah, metais, canto falado e viagens psicodélicas.
Em 2000, Hayes atuou na refilmagem de Shaft, com direção de John Singleton e ao lado de Samuel L. Jackson. O filme fez parte de um movimento que colocou os negros na posição de protagonistas pela primeira vez no cinema norte-americano: o "blaxploitation". Isso em meio ao movimento por direitos civis. Outros filmes, como Dead President's e Kill Bill, utilizaram suas músicas em trilhas sonoras.Hayes, aos cinco anos, já cantava em um coral da Igreja. Aprendeu sozinho a tocar órgão, piano e saxofone. Seu estilo é definido por muitos como um "soul sinfônico". Ele inovou, ao cantar com seu vozeirão, num tom abaixo daquele que os soul man's de sua geração cantavam. Suas músicas seguiam um padrão não-comercial, muitas vezes com mais de 10 minutos de duração e instrumentalmente muito ricas, com arranjos sofisticados.
Os mais novos conheceram Hayes pela dublagem do personagem Chef do desenho animado "South Park". Ele participou do desenho de 1997 a 2003, quando saiu em protesto após a série zombar da "cientologia", seita da qual o cantor faz parte, junto com Tom Cruise e outros.
Em 2001 ele produziu o álbum de estréia de Alícia Keys, "Songs In a Mirror", que revelou a cantora de R&B. Já foi homenageado por diversos grupos de rap, em sampler’s que vão do CMW ao Wu-Tan Clan. Em 2002 ele ganhou uma estrela no Hall of Fame.
sábado, 19 de abril de 2008
10 Anos sem Tim Maia



quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Dica de Site: DJ Paulão
www.djpaulao.comQuem curtiu as "Sextas Black´s" do Evolução, baladas que marcaram época na cidade de Campinas, não esquece desse nome: DJ Paulão. Além do Evolução, a "rapa do rap" pode conferir o musical deste DJ também na Kraft, no Barril da Máfia e na Zeus, para citar apenas as pegadas de Campinas que eram frequentadas pelos adeptos do movimento hip hop em massa...
A noite em que DJ Paulão e Big Martins - outra lenda viva do cenário black campineiro - se revezaram nas Pick Up´s no palco do evolução foi antológica. Respectivamente, especialistas em Samba Rock e Funk, botando a casa abaixo!
Um momento que quem viveu, viveu... e que talvez a história não repita novamente...
Qualquer grupo de rap sério e que se preze sabe que este nome é sinônimo de uma verdadeira "Enciclopédia" para pesquisas. DJ que é DJ sabe também que o vinil é indispensável, pois além de ser seu instrumento de trabalho para discotecagem, qualquer bom produtor tem claro que pra compor uma base de raiz e ao mesmo tempo original, que traduza um clássico do passado para a linguagem do presente, é preciso beber na fonte.
Há quem seja contra o sampler, em geral alegando que é uma deformação, no máximo uma cópia, implicando portanto em uma apropriação indébita, uma afronta ao direito autoral. Na verdade, quem conhece rap a fundo sabe que há todo um trabalho de composição em cima do original, que valoriza a capacidade criativa de cada produtor (geralmente um DJ ou MC), independente da limitação de cada um deles, que muitas vezes não possuem um "diploma de músico". Nós rapper´s prefirimos acreditar que o sampler é uma homenagem aos clássicos, que se tornam eternos nas mãos e vozes de DJ´s e MC´s. Visto o exemplo citado pelo próprio Paulão, quando a música dos Originais do Samba que dizia "Na Subida do Morro é Diferente..." voltou as paradas através da referência que a música "A Fuga" do Xis fez, usando-a como sampler. Ali, a produção de KL Jay foi maestral...
Os rapper´s não usam um sampler com o intuito de vender uma falsidade para o público, pois todos sabemos o que é um sampler e como a coisa toda funciona. Não fosse assim, não seria a correria que é atrás dos Isaak Heyes da vida sempre que um Racionais MC´s usa-o como referência. Os americanos já perceberam isso há tempo, não é à toa que Ice Cube e George Clinton já cantaram juntos um rap por lá. Falta nós brasileiros despertarmos para a realidade...
Os negros (descendentes de escravos) e os "chicanos" ou latinos (imigrantes ilegais nos EUA) não possuíam condições para estudar música ou mesmo comprar um instrumento, e nem por isso deixaram de exercitar sua criatividade, o que desembocou no que é o rap hoje: ou seja, dos limões azedos, foi feita a doce limonada...
O DJ Paulão, que eu tenho o privilégio de dizer que é meu "chapa", me deu um puxão de orelha uma vez que eu sinto que todo rapper brasileiro deveria levar. Existe ainda uma infinidade de obras primas que estão "esquecidas" no fundo de algum baú e que poderiam estar sendo garimpadas. Nós, brasileiros, continuamos buscando as referências americanas enquanto no Brasil há um prato cheio, mas muito cheio mesmo, um conteúdo para vários banquetes na verdade, que corre o risco de ser literalmente devorado pelos gringos, que já estão à caminho. Vide a ultima aparição do Black Eyed Peas, ao lado de Sérgio Mendes em cima de nada mais, nada menos que "Mais que Nada"...
Uma dica: não perca tempo, acesse www.djpaulao.com e saiba um pouco mais!
terça-feira, 29 de agosto de 2006
Corinne Bailey Rae
Que a cena R & B possui gran- des vozes femininas é indiscutível. Não dá pra negar o talento de uma Mariah Carey ou de uma Beyonce. São vocais afinadíssimos, arranjos muito bem elaborados e uma infra-estrutura milionária de produção. Os videoclipes possuem imagens cuja qualidade nos hipnotizam...Por outro lado, e infelizmente, as letras são vergonhosas, apresentando com freqüência os mesmos temas batidos e chavões: exaltação ao consumismo, machismo e um erotismo vulgarizado. A fórmula se repete exaustivamente, a ponto de ter virado um modelo padrão, que quase ninguém arrisca não seguir – vide o último clipe da shakira, que se transformou numa sósia da Mariah tanto na aparência quanto nos gestos...
É neste momento que temos a felicidade de dar as boas vindas a uma nova cantora negra, que chega para nadar na contra mão da corrente: a inglesa Corinne Bailey Rae. O primeiro CD de
Corinne, que leva o mesmo nome da cantora de 26 anos, já lhe rendeu ouro nos EUA e platina na Europa. Possui arranjos diferenciados, com instrumentos acústicos como violão, o que projeta ao CD uma atmosfera diferenciada. Espera-se de Corinne a mesma postura e atitude adotados por Macy Gray, Lauryn Hill e Jill Scott. A influência do soul de Erykah Badu é perceptível, embora se admita que algo em Corinne lembra a cantora Billie Holiday, conforme release em seu site.A videoclipe da musica “Put Your Records On” é de uma delicadesa que agride e ao mesmo tempo destoa dos outros videoclipes do gênero, provando que é possível falar de temas românticos de uma forma mais saudável. Em seu videoclipe, Corinne passea de bicicleta, enquanto nos demais videoclipes do tradicional R & B “as outras” rebolam freneticamente… A musica de Corinne está entre as mais tocadas, mostrando que não é uma obrigação se expor a um padrão de exploração que a indústria e o mercado musical se habituaram a exigir para obter sucesso. Resta a nós (o público) saber aplicar melhor os nossos critérios de seleção em meio a guerra das “cachorras” e “popozudas”.
Dica: bom para ouvir a dois!
Site nacional: www.emi.com.br/corinne
Site gringo: www.corinnebaileyrae.net















