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domingo, 2 de novembro de 2008

NBA 2008-2009

Começou!!!


Na última terça-feira começou a temporada 2008-2009 da NBA. Esta semana foi boa para os brasileiros. Leandrinho marcou 18 pontos em seu primeiro jogo (27 min.) contra o Spurs, e seu time venceu por 103 a 98. Varejão pegou 9 rebotes, marcou 9 pontos e recuperou 3 bolas contra o Celtics, porém não evitou a derrota de seu Cleveland. Nenê, surpreendentemente, após seu time bater o Clipper por 113 a 103, marcou 22 e pegou 11 rebotes em 35 minutos de jogo. Nenê, aliás, vai ter mais tempo de quadra após o Nugget's ter negociado o titular Camby. É a hora da verdade, como titular absoluto.
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Varejão, que foi elogiado pela boa forma, também ainda têm o que provar na NBA. E Leandrinho, a maior esperança brasileira, que viu seu basquete cair de rendimento após a premiação da temporada retrasada, como melhor 6º homem? Este terá de se re-adaptar ao novo Phoenix Suns, que terá um jogo mais cadenciado, diferente da velocidade de antes que privilegiava o brasileiro. Cabe a ele reafirmar o seu espaço.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Obama e Lebron na TV Norte-americana




Assisti com muita curiosidade uma entrevista do candidato a presidência dos EUA Barack Obama. Filho de um queniano com uma americana, ele nasceu no Havaí, um estado norte-americano. Um homem distinto, muito elegante, bem humorado e agradável. Bem diferente do durão republicano John McCain, um cara que chega a dar medo.


As eleições primárias do Partido Democrata, quando Obama derrotou Hilary Clinton, criaram uma ilusão de que o processo eleitoral seria uma verdadeira barbada. Na verdade, as pesquisas mostram um certo equilíbrio. A disputa vai ser dura. De um país que possui Arnold Schwarzenegger governador e que elegeu Bush (duas vezes!) não podemos esperar grande coisa...


Obama pode se tornar o primeiro negro a ser presidente do maior Império do mundo, o que seria, do ponto de vista simbólico, um grande avanço. Nunca um candidato negro teve chances reais de vitória. Sua plataforma política é, sem dúvida, melhor que a do adversário republicano. Não há como não se entusiasmar, de uma certa forma, pelo que ele vem a representar. Num país onde somente dois partidos (bem parecidos né...) estão verdadeiramente no jogo eleitoral, Obama pode parecer, em algum momento, como uma alternativa interessante.


Mas que não nos iludamos...


Numa certa altura da entrevista, Obama faz com que botemos o pé no chão. Ao falar sobre o Iraque, por exemplo, ele se posiciona contra a guerra. Porém, na sequência, afirma, naturalmente, que não teria invadido o Iraque, porque teria mantido o foco no Afeganistão (?). Com a maior naturalidade do mundo, ele diz que se os EUA tivessem mantido o foco no Afeganistão, hoje Bin Laden estaria CAPTURADO ou MORTO. Assim, com a maior frieza do mundo. Na seguência, o senador se queixa do valor investido no Iraque (3 trilhões ou algo parecido...). Ou seja, a preocupação é o GASTO, e não as ATROCIDADES cometidas lá pelo Bush.


Questionado sobre suas raízes africanas e sobre sua viagem ao Quênia em visita a sua avó, ele afirmou que se surpreendeu com a receptividade, pois os quenianos foram muito calorosos na recepção a ele e sua família. Depois (não se iluda...), elogiou o trabalho da Fundação do Bill Gates na África, reconheceu que Bush sempre investiu no combate a AIDS por lá, mas tratou de deixar claro que cada país que cuide de seus problemas. Sobre o imperialismo norte-americano no continente, obviamente, nenhuma palavra. Questionado sobre o Haiti, ele disse que é uma "pena", porém tratou de lembrar New Orleans, onde, segundo ele, o sofrimento também estava sendo duro. Ficou claro, numa comparação evidentemente desproporcional, que ele pensa nos problemas dos EUA como prioridade e trata o resto do mundo como o resto do mundo, como se os problemas na África, por exemplo, não tivessem nada a ver com eles... Como se não houvessem empresas norte-americanas pagando cerca de R$ 0,30 por dia aos africanos, como se eles e os europeus não tivéssem saqueado o continente africano, retirando marfim, minérios, borracha, etc., o que acontece até hoje, inclusive. Como se eles não bancassem governos corruptos e ditatoriais anti-democráticos por lá para assegurarem seus interesses, o que tem custado a vida de milhares de pessoas por lá. A consciência de raça do Obama vai até onde termina a fronteira dos EUA.


Do ponto de vista do combate ao racismo, é importante que os negros assumam papéis de comando. Nossa consciência de raça somente será plenamente possível se tivermos auto-estima como base. Saber que os EUA de hoje é um país menos racista do que a 50 anos atrás é, sem dúvida, um avanço. Mas um avanço limitado, de um ponto de vista mais geral da emancipação do homem por completo em todos os cantos do planeta, para a superação do capitalismo e construção de uma sociedade mais justa. Obama é o retrato mais "brando" de uma sociedade que se julga o centro do universo, que olha somente o próprio umbigo, que considera a guerra uma banalidade necessária e corriqueira. Claro, tudo isso é o que garante, na visão egoísta deles, todos os privilégios que eles possuem às custas de massacres que eles mesmos patrocinam no mundo todo...


Mas não foi somente isso...


Ontem (17 de setembro de 2008) o programa do David Letterman exibiu duas entrevistas interessantes. A última (e menor) delas foi a do Lebron James, o fenômeno do basquete que entrou na liga da NBA direto do High School (colegial), sem passar pela Universidade antes. Com apenas 23 anos e 2,03 metros de altura, o jogador que é considerado o número 2 (o antipático Kobe Bryant é o "the best" - mas não na minha opinião...) do mundo atualmente. Apesar de visivelmente tímido, o campeão olímpico desfilou bom humor e simpatia. Uma figura interessante. Atualmente ele é companheiro do brasileiro Anderson Varejão no Cleveland Cavalier's. Tem atualmente carregado sua equipe nas costas, tendo ficado pelo caminho após perderem para o Boston Celtic's, que desbancou o popular Los Angeles Laker's na final e sagrou-se campeão da temporada 2007/2008. Valeu a pena ter ficado acordado até mais tarde, mesmo sendo um único bloco.



Este é o EUA, um país que desperta amor e ódio, ao mesmo tempo...


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Alguém Duvidava?


Até que Argentina e Espanha deram trabalho. Estão de parabéns. Mas os EUA, quando levam uma competição da FIBA a sério...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O que Rola no Mundo do Basquete...


Kobe Bryant e Lebron James (na foto acima) integrarão a equipe que disputará as Olimpíadas de Pequim. Alguns fracassos da seleção norte-americana colocaram sua reputação em cheque. Os inventores do esporte são considerados por muitos como apenas mas uma seleção em um meio nivelado internacionalmente. Eu, particularmente, discordo.

Enquanto isto, a seleção brasileira, conforme o esperado, ganhou do Líbano e perdeu da Grécia. Até aí, nenhuma novidade. Sexta, 13:30, jogará uma partida de vida ou morte contra a Alemanha. Apesar do bom desempenho de Alex, Splitter e Huertas, o que também já era previsto, uma derrota não será uma zebra.

Na NBA, o ala Marcus Vinícius fará parte da equipe do Suns na Summer League (Liga de Verão). Ele irá buscar uma chance de estar entre os 15 que jogarão a próxima temporada da NBA. não tenho nada contra ele. Pelo contrário. Mesmo que de forma desastrada e num mal momento, foi o único a questionar o absurdo que foi o desempenho do Brasil no pré de Las Vegas de forma crítica, botando o dedo na ferida. Torço para que ele se recupere e bote a cabeça no lugar.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Boston Celtics Campeão!



Salve os Campeões! Salve o Big Three, Garnett, Allen e o MVP Paul Pierce! Salve Doc Rivers e Ainge! Salve Bill Russell! Salve Auerbach! Parabéns Celtics! Beat LA!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Spike Lee e Michael Jordan juntos!



O velho e bom diretor de cinema Spike Lee anunciou que lançará, em 2009, no festival de Cannes, um documentário sobre a carreira de ninguém menos que Michel Jordan, o ex-jogador de basquete que se tornou mundialmente famoso por suas façanhas no Chicago Bulls, franquia da NBA, e é considerado quase que unanimamente como o maior de todos os tempos.


O cineasta, que já tinha rodado anúncios publicitários com Jordan para uma empresa de tênis, já foi indicado a dois Oscar's - "Faça a Coisa Certa" (1989) e "4 Little Girls" (1997) - afirmou que seu amigo pessoal (Jordan) estará em Cannes no ano que vêm. "Miracle at St. Anna", que será finalizado no final de julho e estreará nos Estados Unidos no dia 10 de outubro, é sua próxima produção que fala sobre quatro membros negros da Divisão 92 do Exército americano que foram seqüestrados em uma localidade da Toscana e tiveram que enfrentar seus comandantes racistas e os nazistas. Para saber mais sobre Spike Lee e seu último documentário sobre o Katrina clique aqui.




Michael Jordan, atualmente dirigente da NBA, possui marcas memoráveis. Foi 6 vezes campeão da NBA, 5 vezes MVP, ganhou 2 campeonatos de enterradas e foi membro do histórico "Dream Team" em 92. Quando jogava, ficou conhecido como air Jordan, pois diziam que ele controlava a gravidade e andava no ar. Possui uma incrível média de 30,1 pontos por jogo na carreira, a maior da história da NBA. Para saber mais sobre a NBA clique aqui e aqui.

sábado, 31 de maio de 2008

I Love This Game



A Maior Rivalidade da NBA

Depois de 21 anos a história se repete. As duas franquias que disputam a série final dos playoffs (melhor de sete partidas) nesta quinta-feira, 5 de junho, compartilham a maior rivalidade da NBA. São, ao todo, 40 títulos em quadra, 16 para o Celtics (o maior vencedor de todos os tempos) e 14 para o Lakers (o 2º maior, contando 5 vitórias como Minneapolis Lakers, antes da franquia se firmar em Los Angeles definitivamente, em 1960). Lakers e Celtics disputaram o título 10 vezes ao longo da história (em 59, 62, 63, 65, 66, 68, 69, 84, 85 e 87). Nas estatísticas, o Celtics leva vantagem, tendo vencido 8 vezes o confronto. Esta sina somente foi quebrada quando o Lakers de Magic Johnson venceu 2 vezes em 85 e 87. Por outro lado, o último título do Celtics foi em 86 (há 22 anos), enquanto o do Lakers foi a apenas 6 anos, em 2002 (em 2004 o Lakers foi vice).


A tradição do confronto é tamanha que invadiu até os videogames: quem jogou nos anos 90 certamente conheceu o jogo “Lakers vs. Celtics”. A rivalidade entre Larry Bird e Magic Johnson, desde o basquete universitário, foi responsável por tornar a NBA um campeonato acompanhado no mundo todo e é lembrada com saudosismo pelos fãs. Aliás, muitas foram as feras que passaram pelas duas mais vitoriosas e tradicionais franquias da NBA:

Pelo Celtics passaram:

6 - Bill Russell (11 títulos, 5 vezes MVP, 12 vezes no All Star Game)
(maior campeão da NBA de todos os tempos)
33 - Larry Bird (3 títulos, 3 vezes MVP, 12 vezes no All Star Game)
(3 vezes campeão do torneio de 3 pontos do All Star Weekend)
14 - Bob Cousy (6 títulos, 1 vez MVP, 13 vezes no All Star Game)
17 - John Havliceck (8 títulos, 13 vezes no All Star Game)
0 - Robert Parish (4 títulos, 9 vezes no All Star Game)


Pelo Lakers passaram:

33 - Kareem Abdul-Jabbar (6 títulos, 6 vezes MVP, 19 vezes no All Star Game)
(inventor do gancho e maior pontuador com 38.387 pontos na NBA)
13 - Wilt Chamberlain (2 títulos, 4 vezes MVP, 13 vezes no All Star Game)
(média de 50,4 pontos em 62, único a marcar 100 pontos em uma única partida)
32 - Magic Johnson (5 títulos, 3 vezes MVP, 12 vezes no All Star Game)
34 - Shaquille O’neil (4 títulos, 1 vez MVP, 14 vezes no All Star Game)
44 - Jerry West (1 título, 14 vezes no All Star Game)

“Talvez algumas pessoas se remexam em seus túmulos e reapareçam” afirmou Phil Jackson, quando questionado, logo na primeira série dos playoffs, sobre a possibilidade deste confronto, há mais de 1 mês atrás. “Esqueçam a Liga. O Basquetebol precisa de um Celtics vs. Lakers” disse Magic Johnson. Nos últimos jogos do Celtics a ESPN exibiu um bate papo com Garnett e Russell que foi de arrepiar. O clima já está no ar...


Os Verdes

Com um placar de 89 x 81 a equipe do Boston Celtics venceu ontem o Detroit Pistons de virada, na casa dos “bad boys”, e garantiu sua presença na grande final da NBA. A série (melhor de sete) foi vencida por 4 x 2, com direito a duas vitórias fora de casa. Se a dificuldade de passar pelo Atlanta Hawks e pelo Cleveland Cavaliers jogou uma sombra de dúvidas sobre o Celtics, a vitória de ontem serviu para provar que o Boston Celtics vai com força para a grande final.


A equipe do Boston foi reforçada nesta temporada com duas grandes estrelas de ponta, Kevin Garnett (MVP em 2003-2004 e melhor defensor desta temporada) e Ray Allen. A equipe já contava com Paul Pierce, o terceiro jogador, que junto com os dois primeiros formam o fantástico “Big Three”. Ninguém merece tanto esta classificação quanto ele, que aguentou como um carregador de piano a fase de vacas magras do Boston, como no ano passado, em que a equipe foi um saco de pancadas na liga. Paul Pierce marcou 27 pontos e pegou 8 rebotes, mais do que os dois pivôs do time.

Rajon Rondo e Kendrick Perkins completam o time. Perkins, pivô, tem se destacado nas últimas partidas. Já o novato armador Rondo, que tem feito o veterano Sam Cassel mofar no banco de reservas, possui um futuro promissor na liga. No banco, Posey é quem tem se destacado mais, em especial nos playoffs, embora a equipe tenha ainda House, Powe e Brown. O Boston Celtics se classifica merecidamente após ter feito a melhor campanha da temporada regular (não somente do Leste, mas de toda a liga) com 66 vitórias e 16 derrotas.


Os Amarelos

Antes do Celtics, foi o Los Angeles Lakers quem garantiu sua classificação com uma vitória sobre o San Antonio Spurs (atual campeão da liga) por 100 a 92 de virada (coincidentemente), na casa do adversário também. A série foi vencida com mais folga: 4 x 1. Com incríveis 39 pontos do “MVP” (Most Valuable Player, o melhor da temporada, título que já foi seis vezes de Michael Jordan) Kobe Bryant garantiu a classificação do Lakers.

Com a saída de Shaquille O’neil, com quem Kobe formou uma dupla vitoriosa entre 2000, 2001 e 2002 (tri-campeonato do Lakers), a equipe californiana não mais chegou ao topo da liga norte-americana. Isto fez com que se criasse um rumor de que Kobe, sem Shaq, seria incapaz de levar os Lakers a um novo título. A contratação de Pau Gasol (que pegou 19 rebotes na partida que despachou o Spurs) deu novo gás a franquia que chegou novamente a grande final este ano. Lamar Odom, Derek Fisher e Radmanovic completam o elenco. Com 57 vitórias e 25 derrotas, o Lakers fez a melhor campanha do Oeste.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Convocação para o Pré Olímpico Mundial de Basquete Masculino

Saiu a lista do técnico Moncho Monsalve para a disputa do Pré-Olímpico Mundial de Basquete, onde existem 3 vegas a serem disputadas em repescagem. É a última chance do Brasil carimbar seu passaporte para Pequim, ou então esperar até 2012...

ARMADORES:


Marcelinho Huertas (Bilbao - Espanha)
Valtinho (Brasília)


ALAS:


Leandrinho (Phoenix Suns - EUA)
Alex Garcia (Maccabi Tel Aviv - Israel)
Marcelinho Machado (Flamengo)
Guilherme Giovannoni (Bologna - Itália)
Marcus Toledo (Tarragona - Espanha)


PIVÔS:


Tiago Splitter (Tau Cerámica - Espanha)
Nenê (Denver Nuggets - EUA)
Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers - EUA)
Baby (Spartak St. Petersburg - Rússia)
Murilo (Maccabi Tel Aviv - Israel)
Paulão (Clínicas Rincón Axarquia - Espanha)
JP Batista (Barons de Riga - Letônia)


No geral, não tenho grandes discordâncias. Deste grupo, dois serão cortados, provavelmente pivôs. A novidade é Paulão, que foi destaque do Mundial Sub-19. Convocação merecida. Eu cortaria os pivôs Baby e Murilo. E teria convocado o Jonathan Tavernari (BYU - EUA) no lugar do Marcelinho Machado. Sobre Nezinho e Marquinhos, saíram pela rebeldia no Pré das Américas, porém não farão grande falta na minha opinião.

NBA nos momentos finais...

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De um lado o Los Angeles Lakers de Kobe Bryant e do outro o San Antonio Spurs de Tim Duncam: este é o duelo do lado Oeste. No lado Leste, o Boston Celtics de Kevin Garnett enfrenta o Detroit Pistons de Billups. Teremos uma nova final entre Lakers vs. Celtics? Esta é a pergunta que não quer calar neste finalzinho de temporada 2007/2008 da NBA... Quem acompanhou a rivalidade destas duas franquias sabe o que significaria uma re-edição deste confronto para a NBA e seus fanáticos amantes.


Ontem (20 de maio) o Boston venceu o Detroit por 88 a 79. A equipe do questionado técnico Doc Rivers, um dos poucos treinadores negros da NBA, que tem a vantagem de jogar suas decisões nas melhores de 7 do playoff (o famoso mata-mata) por ter feito a melhor campanha da temporada regular, venceu o Pistons e confirmou seu favoritismo em casa, onde ainda não perdeu nestes playoffs. O Boston, para chegar nas finais do Leste, passou pelo Hawks e pelo Cleveland dee Lebron James.

O jovem Rajon Rondo marcou 11 pontos, sserviu 7 bolas aos companheiros e roubou 5. Paul Pierce, outro que está comendo a bola, marcou 22 pontos. Kevin Garnet, que fez a diferença, marcou 26 pontos, pegou 9 rebotes, deu 4 assistências e 2 tocos. Ray Allen, que ainda não mostrou todo o seu basquete nos playoffs, marcou "discretos" 9 pontos. Mas isso não impediu o Boston de vencer...
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Para ver mais estatísticas da NBA, inclusive o desempenho dos brasileiros, clique aqui.

Em breve falaremos da Seleção Brasileira, que disputará o Sul-Americano em junho e terá sua última chance de classificação para Pekim no dificílimo Pré-Olímpico Mundial de julho. Aguardamos ansiosos a convocação e o início da preparação de Moncho e Paulo Chupeta e explicaremos um pouco as trapalhadas da CBB que afundam o nosso basquete cada vez mais...
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Leandrinho e Shaq


O gigante Shaquille O'neil estreiou em seu novo time, o Suns, ao lado do brasileiro Leandrinho. Tudo bem que ele já tem 36 anos. Ainda assim, possui um carisma muito grande e uma longa lista de recordes e feitos, além de títulos na NBA em todas as equipes que passou (menos no Orlando, é claro, que foi barrado pelo Bulls de Jordan e Pippen). Quem diria hein?

Acredito que em pouco tempo Shaq adquira ritmo de jogo e boa forma. Resta saber se o Suns vai mudar o seu estilo de jogo para que o Shaq se encaixe nele. E se vai valer a pena. De qualquer forma, que é emocionante, para um fã da NBA de longa data, ver o Shaq ao lado de Leandrinho, isto é... Imagino como ele deve estar se sentindo...

Nas três ultimas partidas que o Suns disputou na NBA, onde Shaq jogou, foram duas derrotas e uma vitória. As derrotas, para o Lakers e o Pistons, são até compreensíveis, pois os dois times também são candidatos ao título. A vitória contra o Celtics também não é muito mérito, pois o Celtics esteve irreconhecível em quadra. Vai ser preciso assistir mais alguns jogos para saber se o Phoenix Suns vai se adaptar ao Shaq e vice versa...

Eu torço para que sim. Só não pode levar muito tempo, sob o perigo de o Suns continuar despencando nas tabelas e se distanciar muito da zona dos Play Off's (atualmente o Suns está em 4º em sua Conferência, o que é preocupante).

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Nenê Confirmado!

O Denver acaba de confir-mar a participação de Nenê Hilário no pré-Olímpico. O Brasil não se classificou para as duas ultimas Olimpíadas. Depois de muito tempo, a seleção poderá contar com sua força máxima. Nenê, se-guindo conselhos do amigo Leandrinho, resolveu dar uma trégua aos cartolas da Confederação Brasileira de Basquete, com quem mantinha uma queda de braço a alguns anos, devido a uma série de divergências.

O Basquete brasileiro sempre foi um jogo de playboys. Ao menos o basquete profissional, com certeza. Pra se jogar basquete em nosso país é necessário ser sócio de um clube caríssimo. Quase não existem categorias de base que possibilitem que os talentos apareçam e tenham oportunidades profissionais.

As comissões técnicas brasileiras, tanto nos times, quanto na seleção – e principalmente na seleção – sempre tentaram moldar times à partir de um padrão eurocêntrico, buscando reproduzir o estilo europeu de jogar... Isto, num país que tem a maior parte de sua população descendente de africanos. Há aqui o potencial para o surgimento de vários jogadores com a ginga de um Michael Jordan.

Nesse tipo de basquete que o Brasil praticava, o esquema tático é tudo. O time joga em função de um arremessador (um Oscar da vida...) que aparece sozinho na quadra. O time só possui uma jogada. Uma só opção. Os técnicos, do lado de fora, se esforçam para aparecer mais do que o jogador, que, na concepção do público, em qualquer esporte, é a estrela absoluta... Estas eram as críticas de Nenê quando não se apresentou a seleção brasileira em outras oportunidades.

Eu nunca vi sentido algum na maneira que o Brasil joga basquete. Havia uma contradição entre o que se via nos rachões, nas quadras de escolas que os alunos tinham que pular o muro no final de semana para jogar, nas raríssimas praças onde a depredação ainda não havia arrasado com tudo e o que se via no basquete profissional do Brasil. Eram dois países diferentes. Ao contrário do futebol, que buscou na favela um Romário ou um Ronaldinho, o basquete profissional brasileiro nunca refletiu a composição étnica brasileira, nunca contemplou todas as classes sociais que, a duras penas e com muita paixão, praticavam o esporte da bola ao cesto.

Nenê Hilário, junto com Leandrinho e outros, vieram para equilibrar um pouco as coisas e mudar – espero que definitivamente – a história do basquete brasileiro, que é uma história que possui algumas glórias, devo admitir, mas também é uma história de exclusão, há que se dizer em bom tom e em voz alta. São representantes de uma geração que cresceu assistindo a NBA e literalmente chegou lá. Ficou difícil para a CBB não reconhecer o talento que fez os norte-americanos se reverenciarem...

Vai ser interessante ver este time disputar o pré-olímpico... Que venham os arremessos de Marcelinho Huerta, representante legítimo do basquetebol do passado, e que é importante para a seleção. Mas não com exclusividade. Que venham também as enterradas de Nenê as infiltrações de Leandrinho!