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domingo, 6 de julho de 2008

Xzibit e Nicholas Cage Juntos

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O rapper Xzibit vai estar no filme policial "The Bad Lieutenant" (Vício Frenético), que conta com Nicholas Cage, Eva Mendes e Val Kilmer. O Mc apresenta o programa da MTV americana "Pimp my Ride", onde o público manda cartas para que o astro reforme seus carros velhos, através da equipe de mecânicos do programa chamada "West Coast Customs". Para quem não sabe, o quadro "lata Velha", do Luciano Huck, foi copiado do "Pimp my Ride", numa versão piorada. O programa americano, exibido legendado pela MTV brasileira, é mais divertido (Xzibit, impagável, garante umas boas risadas...), e mais objetivo, pois não tem aquela chatice de o convidado ficar se matando num "desafio", exposto ao ridículo que gera um ibope ao programa global às custas de humilhar o convidado publicamente.


O filme é uma refilmagem de um cult de 1992, que teve Harvey Keitel como protagonista. Na história, um policial corrupto, envolvido com drogas, sexo, jogatina e roubo em Nova York, fica obcecado pelo caso do estupro de uma freira. Nicholas Cage e Val Kilmer formarão uma dupla de policiais e Xzibit será o vilão da história, o "Big Fade". O rapper já havia feito "XXX 2: Estado de Emergência" (2005), "A Gangue está em Campo" (2006) e "Arquivo X: Eu Quero Acreditar" (2008).
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Spike Lee e Michael Jordan juntos!



O velho e bom diretor de cinema Spike Lee anunciou que lançará, em 2009, no festival de Cannes, um documentário sobre a carreira de ninguém menos que Michel Jordan, o ex-jogador de basquete que se tornou mundialmente famoso por suas façanhas no Chicago Bulls, franquia da NBA, e é considerado quase que unanimamente como o maior de todos os tempos.


O cineasta, que já tinha rodado anúncios publicitários com Jordan para uma empresa de tênis, já foi indicado a dois Oscar's - "Faça a Coisa Certa" (1989) e "4 Little Girls" (1997) - afirmou que seu amigo pessoal (Jordan) estará em Cannes no ano que vêm. "Miracle at St. Anna", que será finalizado no final de julho e estreará nos Estados Unidos no dia 10 de outubro, é sua próxima produção que fala sobre quatro membros negros da Divisão 92 do Exército americano que foram seqüestrados em uma localidade da Toscana e tiveram que enfrentar seus comandantes racistas e os nazistas. Para saber mais sobre Spike Lee e seu último documentário sobre o Katrina clique aqui.




Michael Jordan, atualmente dirigente da NBA, possui marcas memoráveis. Foi 6 vezes campeão da NBA, 5 vezes MVP, ganhou 2 campeonatos de enterradas e foi membro do histórico "Dream Team" em 92. Quando jogava, ficou conhecido como air Jordan, pois diziam que ele controlava a gravidade e andava no ar. Possui uma incrível média de 30,1 pontos por jogo na carreira, a maior da história da NBA. Para saber mais sobre a NBA clique aqui e aqui.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

9 mm São Paulo

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A Fox está produzindo a sua primeira série no Brasil. Rodada em São Paulo, a série "9 mm São Paulo" foi filmada em locações reais na cidade de São Paulo, incluindo unidades policiais, hospitais, centros de treinamento e favelas. Foi inteiramente filmada em High Definition, com atores brasileiros, mas sem nenhuma estrela conhecida popularmente, como é comum em séries americanas - vi apenas um rosto conhecido da antiga "Turma do Gueto" da Record. A estréia está prevista para 10 de junho, 22 horas, terça-feira. O foco será uma equipe de agentes do departamento de homicídios da Polícia Civil de São Paulo.

O roteiro é de Newton Canitto, que também escreveu episódios de “Cidade dos Homens”, e Carlos Amorim, autor dos livros “Comando Vermelho – A História Secreta do Crime Organizado” e “CV–PCC – A Irmandade do Crime”. “Trabalhamos bastante para que todos os atores, mesmo os coadjuvantes, entendessem o roteiro e ficassem a par de toda a história, para que pudessem dar a maior contribuição possível para que os personagens realmente existissem. Eu falo: ‘Não atue, faça de verdade’, e damos total abertura para que os atores modifiquem os diálogos”, diz o diretor Michael Ruman.

A chamada que está sendo veiculada na Fox parece interessante (clique aqui para assistir). Tecnicamente, parece bom, com cenas de ação bem feitas (sem o padrão artificial, comum no gênero, como no próprio "Turma do Gueto" da Record). A imagem é muito bonita, inclusive com locações interessantes de favelas. A estética mostra um visual clássico paulista, com paredes em ruínas, graffites e barracos de madeira como pano de fundo para o desenrolar da trama. Sobre o enfoque, quanto ao grau de realismo e a visão e posicionamento ideológicos (nada é neutro...), aí é outra história...

Outro problema pode ser a dificuldade de seguir uma narrativa que não seja americanisada. Um olhar mais apurado sobre a página da internet e sobre a chamada já denuncia algo neste sentido. Os distintivos, por exemplo, parecem os da polícia de Los Angeles. Segundo um entendido no assunto, o distintivo pertence ao L.A.P.D. (Los Angeles Police Department). A pistola que dá nome à série (9 mm) está longe de ser uma realidade da polícia paulista, que usa, na esmagadora maioria dos casos, .40 e .45, raramente e apenas recentemente alguns setores adquiriram as 9 mm. Será que a direção optará por realizar um novo C.S.I. (versão São Paulo). Ao menos os coletes clássicos da Polícia Civil de Sampa estão lá... será que vai ser o velho discurso chavão do mocinho e bandido? É esperar pra ver.

O fato é que as produções audiovisuais brasileiras, tanto em Cinema quanto em televisão, tem seguido uma linha comum de mostrar uma realidade que sempre foi escondida ou ignorada. Foi assim em Cidade de Deus, Carandiru, Tropa de Elite, Antonia, Cidade dos Homens e Turma do Gueto, entre outros. Em alguns momentos, a idéia rende bons frutos, em outros nem tanto. Em alguns casos, como em Cidade de Deus, a violência, a miséria, o tráfico e outros problemas brasileiros são mostrados de uma forma até interessante. Em todos estes exemplos, no entanto, não se consegue mostrar a razão destes problemas, não se problematiza ou questiona a origem do caos social que é mostrado na periferia do Brasil. Fica somente a imagem da miséria do Brasil, como se os miseráveis fossem os responsáveis (e não as vítimas...) pelo massacre cotidiano que vivenciam.


Pena que estará restrito à TV paga. Quem sabe alguma emissora aberta exiba no futuro.

domingo, 13 de abril de 2008

American Gangster

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O traficante Frank Lucas (Denzel Washington) e o policial Richie Roberts (Russell Crowe) são os protagonistas deste filme que possui ainda em seu elenco Cuba Gooding Jr. e os rapper's Common, T.I. e RZA (Wu-Tang Clan). Lucas cresceu na Carolina do Norte, um estado segregado pelo racismo, e quando criança viu seu primo ser morto por membros da Ku Klux Klan (KKK) pelo simples fato de ter olhado para uma garota branca. Ele se tornou um poderoso traficante, fazendo uso de inteligência e charme... Richie é o policial que comandou uma força federal para desmantelar a organização que trazia heroína para os E.U.A., e o resto do filme eu prefiro não contar... Mas você já imagina...

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Durante as filmagens Denzel esteve com o verdadeiro Frank Lucas e afirmou que foi um encontro adorável. Ele comentou também que sua cena preferida é a de quando os rivais Ritchie Roberts (Crowe) e Frank Lucas (Denzel) finalmente se encontram. De fato, o diálogo entre os dois é memorável. Aliás, os dois personagens dão ao filme uma ambiguidade interessante, pois o policial incorruptível não é tão perfeito assim e o gangsta frio e cruel tem também um lado de respeito à família: no final das contas, os dois são humanos. A trama é bem construída e envolvente, além do final (que geralmente é o que põe tudo a perder) ser surpreendente.
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American Gangster já entra para a história como um grande filme do gênero gangsta, repetindo talvez um ou outro clichê (afinal, é hollywood...), mas com certeza mesclando boas atuações com um pouco de realidade (o filme é baseado em fatos reais...), tudo no clima dos anos 70 e com uma família negra no comando do tráfico, numa posição que normalmente seria dos italianos. A direção foi de Ridley Scott, que tem no currículo "Alien", Thelma e Louise", "Gladiador", "Hannibal", entre outros. Vale a pena assistir, ainda mais para quem é fã do gênero.
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sábado, 29 de março de 2008

Entre a Luz e a Sombra

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Após a estréia de "Entre a Luz e a Sombra" no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, em novembro de 2007, chegou a vez do Brasil assisti-lo. A 1ª exibição pública nacional no 13º Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade acontecerá em São Paulo e no Rio de Janeiro. Informações no site do festival: É Tudo Verdade (Clique Aqui). A entrada é franca.

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O filme foi gravado entre 2000 e 2007, mostrando a vida de Dexter e Afro X, do grupo de rap 509-E, além da atriz Sophia Bisilliat, que coordenava um projeto de teatro para os detentos do Carandiru. O romance entre Sophia e Dexter e a carreira do 509-E estão o foco principal do documentário, que explora as contradições que surgiram a partir destes fatos, a violência, a natureza humana e outras questões, segundo informa a sinopse e a divulgação. Haverá também um debate sobre segurança pública, conforme panfleto abaixo.
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O 509-E é um grupo conceituado e respeitado no meio do Hip Hop. Em especial o rapper Dexter. Já Afro X, depois do polêmico namoro com a Simony e uma exposição na mídia meio desprovida de critérios, está na berlinda já há algum tempo.
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Clique na imagem abaixo e confira a programação:


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

De Niro & 50 Cent



Essa dupla aí acima estampará a capa da revista americana VIBE de março. Ambos já imortalizaram gangsteres no cinema, demonstrando a dureza da alma de homens que não sentem remorso por seus assassinatos e crimes cometidos. Um deles (Robert De Niro) possui 64 anos. O outro (50 Cent), apenas a metade disto, 32. Duas gerações. De Niro, ator consagrado, 2 estatuetas no currículo. 50 Cent, mesmo não sendo uma unanimidade e fazendo muita polêmica, vendeu 31 milhões de discos... É esperar pra conferir de perto...




Mesmo para alguém como eu, que estou longe de ser o maior fã das músicas do 50 Cent, é impossível não ficar curioso. Por outro lado, depois de "Fique Rico ou Morra Tentando", conforme admiti aqui mesmo no blog, passei a respeitar o 50 Cent, independente das trapalhadas...


Righteous Kill (Assassinos Virtuosos) é o nome do filme, que deverá chegar aos cinemas no final deste ano. O veterano Al Pacino, outro que já interpretou um gângster no cinema, estará compondo o elenco também. É esperar pra conferir...


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Desenho Hip Hop Animado!


Dia 21 de setembro (sexta-feira) estréia no Cartoon Network (TV a cabo) o programa "Batalha - A Guera do Vinil". Trata-se de uma animação "stop motion" produzida por brasileiros. A história se desenrola em uma favela de São Paulo, onde acontece uma batalha entre DJ Air e DJ Black Jahmantha. Quem apresenta a festa é Thaíde.

Mais de 40 profissionais, comandados por Marcio Greco (Diretor de Fotografia), tiraram mais de 10.000 fotos, construíram 28 personagens em massa e 3 cenários, um deles uma favela com mais de 300 barracos! Vale a pena conferir, pra quem tem acesso a TV a cabo. Para quem não tem resta aguardar para ver se a TV aberta compra os direitos e exibe. A conferir, com muito mais detalhes muito em breve, é lógico... Estréia dia 21 de setembro, às 00:00 hs.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fique Rico ou Morra Tentando!

Assisti recentemente ao filme do 50 Cent Get Rich or Die Tryin' (Fique rico ou Morra Tentando). Todos que me conhecem sabem que o "50 centavos" definitivamente não é meu rapper predileto - apesar de eu admitir que 2 ou 3 musicas suas são legais, mas é só isso e não passa disso... Não é que me surpreendi ao assistir ao filme!

O 50 Cent é o estereótipo perfeito do que se tornou o gangsta rap nos EUA...

Certa vez o Ice T (aquele mesmo, de Law and Order - Lei e Ordem - e da musica Collor´s) deu uma entrevista a MTV brasileira e afirmou para Mano Brown, diante do Capão Redondo, que um Gangsta Rapper "nada mais era do que um rapper que canta denunciando os problemas vividos por sua comunidade, que faz algo ou luta por sua comunidade...", isto para ninguém menos que ele, o criador do termo, o pai da matéria ao lado do NWA, do CMW, do SCC, e etc. O grande problema é que, com o passar dos anos, "Gangsta Rap" virou sinônimo de apologia ao crime. A palavra perdeu o seu significado original. Por razões óbvias: vende mais, causa polêmica, chama atenção...

O filme do 50 Cent faz referências a sua vida pessoal. E sua vida pessoal é um exemplo, não um exemplo a ser seguido, mas um exemplo do que é de fato o universo da criminalidade, sem o glamour dos videoclipes ou dos filmes norte-americanos. É, porque os críticos mais duros do gangsta rap são aqueles mesmos que assistem aos filmes americanos de hollywood e vibram com a carneficina, se emocionam com os tiros e tudo mais...

Claro que o filme não é transposto da mesma forma como na vida real. O que é bom, diga-se de passagem... O diretor Jim Sheridan e o roteirista Terence Winter souberam montar um roteiro que chega a emocionar. Um bom filme. Uma boa história de um ladrão que tentou se regenerar (dentro de suas limitações...) através do rap, algo mais comum do que se imagina. Vide o exemplo do Sabotage, rapper brasileiro cuja história não teve um final com o glamour de hollywood, mas que também daria um bom filme, com certeza, até melhor que o do 50...

Olhando para o 50 Cent dentro do contexto em que ele surgiu, é possível entender seus caminhos, e até de repente absolvê-lo. Fica fácil, através do filme, perceber que o buraco é muito mais embaixo, e que muitas "lideranças" do próprio movimento negro norte americano fazem o jogo do opressor através da maneira como criticam o rap. O Gangsta Rap, como atitude política, perdeu muito espaço para o Gangsta Rap Enlatado produzido atualmente em larga escala nos EUA. O problema é que o Gangsta Rap Enlatado é somente um sintoma de uma doença muito maior e avaçaladora. A verdade é que o 50 Cent é um produto da sociedade capitalista de consumo desenfreado e de individualismo norte-americana. Os americanos merecem o 50 Cent! E merecem o "Gangsta Rap Enlatado" (ou pseudo Gangsta), que é um dos tipos de rap mais consumidos, se não o maior de todos...

Talvez o mundo todo também mereça...

domingo, 2 de setembro de 2007

Estamos fora mais uma vez...


Após uma campanha extremamente conturbada, mais uma vez ficamos de fora de mais uma Olimpiada. É claro que ainda tem o pré-Olimpico mundial, mais lá a coisa vai ser muito mais difícil. Se não conseguimos nem vencer o time B da Argentina... 91 a 80 foi o placar.
A equipe brasileira, sem organização tática, com um grupo desunido, com uma Comissão Técnica que é uma piada, com dirigentes que se esforçam ao máximo para levar nosso basquete tupiniquim ao fundo do poço... E tem conseguido, diga-se de passagem. Faltou padrão de jogo, faltou amor a camisa, faltou substituir na hora certa, faltou pulso firme para orientar o grupo, faltou muita coisa...
Uma geração que é muito boa, porém não treinou, não se preparou...
Fora Grego! Fora Lula!
Para saber mais: http://www.rebote.org/ (um bom site de debates, confira!)

sábado, 26 de agosto de 2006

Spike Lee Põe de Novo o Dedo na Ferida

O conceituado Diretor de cinema Shelton Jackson Lee, o Spike (Ferrão) Lee, apelido dado pela sua mãe, está estreando no Estados Unidos o documentário “When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts” (Quando os Diques se Romperam: Um Réquiem em Quatro Atos). Mais uma vez Spike Lee (de Faça a Coisa Certa, entre outros) bota o dedo na ferida da sociedade norte-americana: desta vez, sem poupar Bush e a Agência Federal de Administração de Emergências (Fema), além de outras autoridades. O filme vem para se somar às denúncias do rapper Kanye West de como o governo não se preparou para o desastre, mesmo com alguma previsibilidade, e como o socorro demorou a chegar.

"Nova Orleans está lutando por sua vida. Por isso o filme mostra a luta da cidade com um olho nas terríveis perdas e outro no espírito indomável dos que ali estavam" disse o Diretor de “Malcom X”. "O que ocorreu aqui foi um ato criminoso. A devastação não foi conseqüência somente da natureza. Alguém deveria ser preso por isso", protestou Spike Lee. Há cerca de um ano atrás, em um show em Nova York, o rapper Kaye West também se posicionou afirmando que “os Estados Unidos estão preparados para ajudar os pobres, os negros e os que têm menos da maneira mais lenta possível" e provocou uma polêmica que repercutiu no mundo todo..

O mais interessante do documentário é que ele dá voz aos protagonistas da tragédia: moradores e refugiados, brancos e negros. Isto mesmo apesar dos depoimentos de muita gente famosa. Calcula-se que 1 milhão e 500 mil pessoas ficaram desabrigadas. Mais de 1300 morreram. Estima-se que 80% da cidade ficou inundada.

Em matéria no caderno Mais! do dia 20 de agosto a Folha de S. Paulo ressaltou que o documentário procura mostrar que os moradores em geral, brancos e negros, foram vítimas do maior desastre natural da história dos Estados Unidos. Segundo a Folha, Spike Lee mostrou que uma classe social foi prejudicada e não apenas uma raça, com um enfoque diferente daquele usado em seus filmes anteriores que denunciaram contundentemente o racismo.

Este tipo de constatação vem bem a calhar por parte de um jornal que já deixou bem claro em sua linha editorial que é contra as cotas étnicas nas Universidades...

É difícil polarizar um debate sobre um documentário que ainda não vimos no Brasil – seria leviano de minha parte. Porém, mesmo sem assistir ao filme e considerando que a constatação seja correta, nada seria mais compreensivo: como todos sabemos, um fenômeno natural não discrimina, e portanto todos aquele que estavam na área de um furacão que atingiu cinco pontos na escala (a pontuação máxima) sofreram as consequências por isso. No entanto, quando a ação humana entra em campo, como no caso da postura das autoridades, em particular de sua autoridade máxima o Sr. George W. Busch, e o tratamento dispensado para com o problema varia entre a lentidão e a apatia, aí sim temos motivos de sobra para levantar suspeitas sobre a ocorrência de racismo, uma vez que sabemos bem o perfil da população de Nova Orleans.

Muito há que se apurar e refletir sobre o tema. É esperar para ver...

A rede HBO transmitiu a 1ª parte do documentário “When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts” para os americanos na terça-feira da semana passada. Não há previsão de quando o filme chega ao Brasil. O filme será exibido também no Festival de Veneza, que começa dia 30 de agosto.