sábado, 20 de novembro de 2010

Dr. Dre Anuncia: Detox Sai em Fevereiro!




Em primeira mão no Brasil, aqui no Blog do Elemento, a notícia que acaba de abalar a cena rap nos EUA: Detox, o mais novo álbum de Dr. Dre, vêm aí... Segundo reportagem de capa da XXL - capa acima - que chega às bancas de jornais em 14 de dezembro, em fevereiro de 2011 Detox estará bombando nas pistas.

"Sim, Detox Está Chegando:
O Mestre das Mesas de Som Finalmente Retorna ao Jogo"
(Manchete de Capa da XXL Magazine)

Tudo bem, a fase solo atual do Dr. Dre não passa nem perto do começo da carreira dele com o NWA, ou mesmo os tempos de Death Row, em parceria com Snoop Dogg e Tha Dogg Pound. Mas é inegável o quanto as batidas dançantes do Dr. Dre impreguinam na nossa mente e custam a sair: lembram-se do Chronic 2001?

Um single do álbum já está disponível na internet: "Kush", com participação de Snoop Dogg e Akon. Ouça este single ou faça download gratuitamente aqui. Veja maiores detalhes no site do Dre clicando aqui. Particularmente, na mesma linha do som que vazou com o Jay-Z, "Under Pressure", que já mostramos aqui, este silgle (agora oficial) veio bem comercial. Mas é um pouco o que se espera de uma faixa de trabalho. Quem sabe o recheio do álbum nos surpreenda! Vamos aguardar...


Existe um video com bastidores de "Kush": clique aqui. Neste video aparecem G Malone, 50 Cent, E-40, The Menace e Roccett. Outra informação: os vocais, muito parecidos com os de Nate Dogg, na verdade são de Chief Thunderbird, aka Sly, segundo informa o DubCNN.

Independente de qualquer coisa, estar diante de um álbum conceitual do Dr. Dre é por si só um acontecimento: estamos de frente com um dos maiores produtores da história do rap gringo, um personagem que, embora controverso, será citação obrigatória em qualquer livro sobre a história do hip hop.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rage Against the Machine e MST!



A banda de rock Rage Against the Machine, conhecida por seu discurso político de esquerda e pela mescla de rap com metal, tocou pela primeira vez no Brasil neste final de semana, último dia 9. O Multishow (sistema Globo, à cabo) estava  transmitindo ao vivo o evento e, após algumas interrupções, a trasmissão foi finalizada abruptamente, sem maiores justificativas.


Zack de la Rocha, vocalista, dedicou a musica "People of the Sun" ao MST e o guitarrista Tom Morello usou um boné do movimento durante a música "Wake Up". Parte do cachê da banda será doado ao MST, conforme promessa do Zack após encontro com militantes do movimento.

"O MST é um exemplo de justiça social e econômica, um grande exemplo para nós" (sic) afirmou Zack de la Rocha

Antes do início do show os apresentadores já diziam que rolaria uma invasão na área vip (premium) do evento. O público acabou realmente invadindo a tal área vip e, com o tumulto, o show acabou sendo interrompido 2 vezes. A banda, descontente com a existência da tal área vip, encorajou os fãs em seu site a invadirem o espaço antes do show. Circula pela internet a notícia que o motivo do encerramento da transmissão foram as referências da banda ao MST. Já o Multishow soltou uma nota dizendo que, com a invasão, muitos equipamentos foram danificados e seus profissionais ficaram sob risco. Por fim, acabei não vendo o Bis, quando tocaram o sucesso "Killing in The Name". Tom Morello postou um comentário no Twitter afirmando que "se a Globo cortou a transmissão por conta do boné do MST isto é um sinal de vitória" e virou Top Twitter no domingo aqui no Brasil.


Que o Rage é uma ótima banda, não se discute. Até um ouvinte xiita da rap, como eu, admite isso. Já as posturas do Rage são polêmicas. Particularmente, eu acho muito coerente a atitude da banda. Ser um revolucionário é querer levar sua mensagem ao maior número de pessoas e isto não é possível para um artista sem algum apoio do "mainstream". Eles poderiam por o burro na sombra, fazendo um show todo quadradinho, para agradar os playboys do SWU (Starts With You, nome do festival que prega a sustentabilidade). Fizeram uma opção muito digna, na minha opinião, e criaram uma polêmica saudável. Se há algum marketing nisso, é um marketing muito mais interessante que o convencional, por seu conteúdo político provocativo.

Um ingresso para os 3 dias em pista premium custou R$ 1.680,00...


Agora, o SWU, francamente... Os sonolentos "Los Hermanos" abrindo um show do Rage... Num festival que prega a sustentabilidade e vende produtos embalados em plástico, inclusive, em papel plastificado, não reciclável... Com pouquícimas latas de lixo... Num grande latifúndio improdutivo, a fazenda Maeda, em Itu? Que ironia... Logo com o Rage Against the Machine...

Viva o MST!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Chuck D e Publick Enemy: Militância Política no Hip Hop


Chuck D é o líder do conceituado Public Enemy, um clássico grupo de rap norte-americano que compôs a trilha do filme "Faça a Coisa Certa", de Spike Lee. O Public Enemy é o grupo norte-americano de maior influência política, em função de seu discurso contundente, exposto em letras de músicas como "Don't Believe the Hype" e "Fight the Power". A lista de admiradores do Chuck D vai longe e constam nela desde o Zack de La Rocha (Rage Against the Machine), até o Bono Vox (U2). Recentemente, Chuck D deu uma entrevista para o Rosebud e falou sobre seu engajamento no projeto "Hip Hop Gods", um portal de rap dedicado a cultivar as raízes do hip hop através de seus fundamentos.

Leia aqui a entrevista no Hip Hop Gods.

Segundo "D", pessoas como Big Daddy Kane and Grandmaster Flash continuam a produzir, mas não possuem o devido reconhecimento do público. Na verdade, muitas pessoas curtem o trabalho deles, mas não possuem acesso. Outros então nem chegam a conhecer devido à falta de divulgação adequada...


"Quando o Grandmaster Flash and the Furious Five e o Run DMC entraram para o Hall da Fama quase não houve o reconhecimento devido, o que não aconteceria se fosse um 50 Cent ou um Kanye West... O Hip Hop Gods foi criado para corrigir estas injustiças" (sic)

Antenado com o que está acontecendo no mundo da música, Chuck D criticou o mercado fonográfico - o "mainstream", em função de não valorizar os trabalhos mais profundos da cultura hip hop. Mas falou também dos novos meios tecnológicos, onde gravar uma música ou um videoclipe tornou-se mais acessível. Segundo o rapper, falta ao hip hop conhecer melhor, aprendendo a trabalhar e se apropriando destes novos recursos. No próximo período, a relação entre artista e público poderá ter menor influência do mercado através de gravadoras - como acontecia antes - e devemos nos prepararmos para isto. "Falta conhecimento de relações públicas nos dias de hoje", afirmou o rapper.

"Sarkozy é como qualquer outra elite européia: ele lucrou com o assassinato, estupro e pilhagem dos menos afortunados e ele se recusa a permitir a igualdade de oportunidades para aqueles homens e mulheres da África" (sic)


Apesar de todas as polêmicas nas quais o rapper Chuck D se envolveu, ele teve uma trajetória impecável. Toda a controvérsia em torno dele gira em torno de seus posicionamentos críticos: propostas de boicote à empresas que utilizam mão de obra escrava nos dias de hoje; apoio de primeira hora às redes P2P e ao compartilhamento de músicas pela internet; duras críticas ao imperialismo norte-americano e ao discurso apologista do machismo, do crime e da violência promovido por muitos rappers adeptos do Gangsta Rap. Enfim, engajamento político puro!

Vida longa ao Hip Hop Gods! E ao Chuck D!

Leia no site do rapper Gog (clique aqui) uma outra entrevista de Chuck D sobre técnicas para MC's.

Conheça aqui o site oficial do Public Enemy.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dexter e Convidados



O rapper Dexter (ex-509-E), que recentemente conseguiu o benefício da progressão de regime para o semi-aberto na Penitenciária 1 (a P-1 do Complexo Campinas/Hortolândia) estará encabeçando uma grande festa em Campinas. O evento (fique atento ao horário) contará com presenças ilustres como Racionais MC's, Sistema Negro, Nicole, Realidade Cruel, Rappin' Hood, Gog, Inquérito, entre outros. Clique na imagem para conferir.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Com a Palavra... Mano Brown!

Há alguns dias vêm rolando na internet a campanha #salveomanoseminas. Já num clima de "fato consumado", mas com a certeza de nossa força e capacidade como movimento, Mano Brown deu o depoimento abaixo em apoio à campanha:


#salveomanoseminas


A direção da TV Cultura está excluindo uma série de programas de sua grade de programação. As razões, extremamente obscuras até aqui. As circunstâncias apontam para motivações políticas, ainda mais depois que dois jornalistas que criticaram os pedágios do governo José Serra foram afastados, entre eles o Heródoto Barbeiro, do Roda Viva. Um dos programas "limados", é claro, é o "Manos e Minas". Um dos únicos programas da TV brasileira que dialoga com a periferia, se não o único.

Tenho algumas ressalvas ao programa: gostaria de ver o hip hop representado com todas as suas nuances nele, o que não acontecia. No formato proposto, um Realidade Cruel ou um Facção Central, seriam atrações impensáveis, mesmo possuindo todo o mérito necessário... Falta ainda muito respeito com o rap e a periferia, sem dúvida. De qualquer forma, o programa Manos e Minas foi um avanço, uma oportunidade ímpar que a direção da TV Cultura, uma TV "PÚBLICA", está jogando na lata do lixo.

Leia mais no excelente blog Per Raps: http://perraps.wordpress.com/


Atualização: O Per Raps acabou de postar notícia sobre o recuo da TV Cultura. Nossa campanha foi vitoriosa... Que tal uma nova campanha:


#salveohiphopnaviradaculturalpaulista

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Gangsta Rap: Agoniza, Mas Não Morre



Para Onde Vai o Gangsta Rap?

O Gangsta Rap sofre hoje com as consequências de seus erros no passado. A soberba do sucesso, que subiu a cabeça de muitos, levou o G Rap para caminhos perigosos, que o fizeram perder espaço para a Costa Leste. O rap que era um forte recado dos guetos da Costa Oeste, em especial de Compton, perdeu força e propósito ao cair no erro dos exageros: apologia ao crime, machismo, ostentação... O que era denúncia e protesto contundente, se tornou uma banalidade comercial ridícula, sensacionalista, que não ajuda nada e, pelo contrário, só atrapalha...

O problema é que, mesmo reconhecendo isto, existe uma geração, à qual eu pertenço, que cresceu e se formou ouvindo e apreciando esta estética, este estilo. A levada, o balanço, as bases, a produção. Existe um legado a ser defendido. O Gangsta Rap precisa re-encontrar seu caminho...


Ele não morreu, definitivamente. Ele é um clássico, que precisa resgatar as suas forças. Para aqueles que se arrepiam de ouvir as velhas levadas consagradas, como eu, seguem alguns consolos...

Começando pela novidade Pilot, um garoto de Long Beach produzido por Soopafly, lançado por ninguém menos que Kurupt. A música chama-se "4 The Ladies". A dupla Kriss Kross talvez seja o maior exemplo de garotos se aventurando pelo rap. Justin Bieber é a maior falsificação, talvez... Para aqueles que querem ouvir algo mais autêntico, clique aqui.

O veterano rapper Ice Cube esquenta o clima para seu mais novo play

Drink the Kool-Aid

O veterano Ice Cube acaba de liberar a pancadaça "Drink The Kool-Aid". É um tira-gosto de seu aguardado álbum "I Am The West". Ouça aqui:



Conforme informações divulgadas pelo próprio Cube, todo mês, a partir de agora, será liberada na internet uma das faixas de seu novo CD, até o seu lançamento definitivo em 28 de setembro.

DJ Premier e Bun B em estúdio na gravação do álbum "Trill O.G."
R.I.P. Guru! GangStarr 4 Life!

Outra pancada é o lançamento do Bun B: uma homenagem ao finado rapper Guru. Bun B faz citações também ao seu eterno parceiro de UGK, o também finado Pimp C. Como têm morrido gente no rap ultimamente... A música faz parte do último álbum da trilogia Trill, que se chama "Trill O.G.". "Let Em Know" (ouça aqui) foi produzida pelo DJ Premier, que anda assinando muitas produções de L.A. já há algum tempo.

Por fim, clique aqui e veja o novo clipe do MC Eiht, "Made In Compton".

"Made In CPT" - O mais novo clipe de MC Eiht